quarta-feira, 21 de julho de 2010

Luiz Caldas vira cantor de heavy metal

O pai da axé music se converteu ao heavy metal. A mistura pode parecer bizarra, mas, quando o cantor baiano de Feira de Santana explica o feito tão calmamente, tal história se torna até possível. Aos 47 anos, Luiz Caldas, o cantor de Fricote, aquela dos versos “Nega do cabelo duro, que não gosta de pentear”, agora berra a sombria letra de Maldição.


A batida pesada veio à cabeça enquanto corria na praia da Boca do Rio, em Salvador, com o mar da Bahia de testemunha. Para ficar à altura da inspiração, bolou logo a letra sobre um suicida que não consegue se matar. A composição dá nome ao megashow que o cantor fará em 18 de setembro na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador.

Com um cemitério de cenário, ele promete fazer “o maior show de rock já visto no Brasil”. A reportagem do R7 esteve com o músico no fim da tarde desta sexta (16), no estúdio WR, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. O local é praticamente uma extensão da casa dele, já que foi neste estúdio que, há 25 anos, forjou a axé music. Assim que a entrevista terminou, Caldas assumiu o microfone para botar voz com vigor na faixa Maria, Maria, que compõe o disco promocional Luiz Caldas Ao Vivo, ainda sem data para ser comercializado. O álbum traz pérolas de sua carreira, como Haja Amor, Tieta e Odé e Adão, além de outras músicas que gosta de cantar, como a que gravou de Milton Nascimento e Fernando Brant. Leia o bate-papo:

R7 – Por que você entrou no mundo do heavy metal?

Luiz Caldas – Minha festa é plural. Não posso entristecer a minoria que não quer só música para tirar o pé do chão. E meu instrumento sempre foi a guitarra, inventada por Dodô e Osmar no trio elétrico. O Brasil é a terra de guitarristas como Pepeu Gomes, Armandinho, Robertinho do Recife...

R7 – O que você diz para quem se assusta com essa mudança?

Caldas – Não existe mudança. Continuo sendo o Luiz Caldas. Posso tocar o que quiser. Entrei no heavy metal por cima, fazendo bem feito. Por isso, o Andreas Kisser, o Lobão, o Tico Santa Cruz e os meninos do Angra ligaram para me parabenizar. Se você der uma chegadinha no meu MySpace verá que ele é todo de heavy metal.

R7 – Como você compôs Maldição?

Luiz Caldas – Foi correndo na praia, porque corro todo dia na Boca do Rio, vou de frente à sede do Bahia até a primeira ponte e volto. Aí ouvi a batida [cantarola o barulho inicial da música]. Na hora de botar a letra, pensei: não posso falar que “o meu amor me deixou, que eu fui para o shopping”. Eu fui para a treva. Conto a historia de um cara que quer se suicidar e mesmo assim não consegue. Isso é que é terrível. Nem se matar ele pode.

R7 – E se pensarem que você fez pacto com o diabo?

Caldas – Não tem nada disso. Eu sou yoguin. Não como carne, animal nenhum, não bebo...

R7 – Como vai ser o show Maldição?

Caldas – É uma produção caríssima e não tem apoio de ninguém. Vamos gastar três dias montando o cenário. É uma coisa cinematográfica nunca assistida no Brasil num show de rock. O palco enorme da Concha Acústica será todo cenário e vai se transformar num grande cemitério. Será totalmente pesado. Vai ser uma ópera, uma peça teatral musicada. Os quatro músicos no palco vão usar maquiagem de cinema. Não vou mostrar meu rosto. Trouxe muita coisa de Miami.

R7 – Você vai viajar com a turnê Maldição?

Caldas – Eu levo o show para onde me chamarem e me pagarem.

R7 – Por que você calçou com All Star seus famosos pés descalços?

Caldas – Me deu vontade de usar. Ganhei uma graninha e resolvi comprar. Fiquei descalço esse tempo todo...

R7 – E agora só vai andar de tênis?

Caldas – Quando as pessoas acharem que é aí não vai ser de novo. A ideia é essa. Eu, por exemplo, cortei meu cabelo por um golpe de marketing.

R7 – Foi?

Caldas – Foi. Eu fiz 130 músicas e a imprensa, que deveria cuidar da cultura do país, não deu muita atenção a esse feito. De repente eu anunciei: “vou cortar o cabelo”. E toda a imprensa veio saber por quê. Aí eu contei que era porque tinha feito 130 músicas.

R7 – Como você conseguiu compor 130 músicas?

Caldas – Tenho facilidade de ir compondo. Queria fazer algo diferente. Há muito tempo não trabalho com TV e rádio, mas com a internet. Resolvi montar um supermercado de música no meu site e precisava de conteúdo para as prateleiras, porque não iria vender músicas dos outros, né?

R7 – Mas de onde veio tanta inspiração?

Caldas – Aprendi com Djavan a ser um operário da música. Toco vários instrumentos e conheço muito de harmonia. Tenho 47 anos e trabalho com música há 40 anos. Em oito meses, compus com meus colegas 130 canções que resultaram em dez discos distintos [lançados em seu site no último ano]. Na verdade, foram mais, mas tivemos de ter uma peneira. Não fiz isso pensando no sucesso.

R7 – Então não foi uma jogada de marketing sua?

Caldas – Não preciso de marketing. Eu sou o inventor da axé music. Quem precisa de marketing é produto. E eu sou um artista. Preciso de respeito.

R7 – Você falou de ser o inventor da axé music...

Caldas – Você conhece alguma música de axé antes de Nega do Cabelo Duro, que na verdade se chama Fricote?

R7 – Não.

Caldas – Então, eu sou o criador.

R7 – Então, você, como pai, dá conselhos à nova geração do axé?

Caldas – A um filho de 25 anos não se dá conselho. Você só observa... Se bem que conselho a gente só dá musicalmente. Meus discos são um bom conselho. A máxima que usei para criar a axé music é a mistura. A axé music não é um estilo, é uma democracia musical. E, depois desses 25 anos, meu filho, ela caminha com as próprias pernas e não morre nunca mais.

R7 – Daqui a cem anos qual papel você acha que vai lhe caber na historia da música popular brasileira?

Caldas – Um papel importantíssimo. Porque a minha preocupação é com a música. Eu cuido dela e ela cuidará da minha imagem.

Fonte: Portal do Beirú

O álbum experimental pode ser acessado através do MySpace http://www.myspace.com/luizcaldas

terça-feira, 6 de julho de 2010

é só o amor

quando venho aqui, espero algo de um único alguém... meu mundo
mas meu alguém veio de um mundo repleto de alguéns... não sou ainda o mundo de ninguém, minha alma ainda anseia ser um único alguém de alguém!

O amor, ah o amor, quem dera se todos entendessem que o amor é estar-se preso, mas por vontade
como diria Renato Russo

O amor é o fogo
Que arde sem se ver
É ferida que dói
E não se sente
É um contentamento
Descontente
É dor que desatina sem doer...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

...

Na PRIMEIRA VEZ que eu estive AQUI
foi só pra me distrair
não vim em busca de amor

Logo depois te conheci
naquele dia singular
enrroscada nos seus beijos e abraços,
de todos os problemas esqueci

Na SEGUNDA VEZ que eu estive AQUI
já não foi pra distrair
sentia saudades de você

Precisava de todos os seus carinhos
eu me sentia tão sozinha
não podia mais te esquecer...

terça-feira, 29 de junho de 2010

Cine Cultura

Um achado, indicado pelo amigo blackie para downloads de filmes diferentes

http://www.cinemacultura.blogspot.com/

quarta-feira, 9 de junho de 2010

S A U D A D E S . . .

Saudades do que não se pode recuperar
Saudades, muita saudade apenas saudade
Saudades de deixam os sabores menos saborosos
Saudades que fazem músicas menos melodiosas
Saudades que deixam o chocolate muito amargo
Saudades da monotonia que se fazia divertida
Saudades do cafézinho deixava tudo melhor
Saudades que deixa o bacon menos defumado
Saudades das datas que em pequenas cerimônias ficaram gigantescas recordações
Talvez não adiante mais
Talvez seja tempo demais
Talvez seja tempo de menos
Talvez o tempo tenha piorado
Talvez de fato seja o fim
E tudo o que resta são saudades!!!

SÃO 7 MESES

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

QUEM MANDOU CASAR…

Três amigas, uma noiva, uma casada e uma amante decidiram fazer uma
brincadeira: seduzir seus homens usando uma capa, corpete de couro,
máscara nos olhos e botas de cano e salto alto, para depois dividir a experiência entre elas.

No dia seguinte, a noiva iniciou a conversa:
- Quando meu namorado me viu usando o corpete de couro, botas com
12 cm de salto e máscara sobre os olhos, me olhou intensamente e disse:
-Você é a mulher da minha vida, eu te amo. Fizemos amor? apaixonadamente.

A amante contou a sua versão:
- Encontrei meu amante no escritório, com o equipamento completo!
Quando abri a capa, ele não disse nada, me agarrou e fizemos amor à noite
toda, na mesa, no chão, de pé, na janela, até no hall do elevador!

Aí a casada contou sua história:
- Mandei as crianças para a casa da minha mãe, dei folga pra empregada,
fiz depilação completa, as unhas, escova, passei creme? no corpo inteiro,
perfume em lugares estratégicos e caprichei: capa preta, corpete de couro,
botas com salto de 15 cm , máscara sobre os olhos e um batom vermelho
que nunca tinha usado. Pra incrementar, comprei uma calcinha de lycra
preta com um lacinho de cetim no ponto G. Apaguei todas as luzes da casa e
deixei só velas iluminando o ambiente. Meu marido chegou, me olhou de cima
abaixo e disse:
- Fala aí, Batman, cadê a janta?

domingo, 24 de janeiro de 2010

O tal do Xenical

Fui apresentada ao medicamento Xenical por uma amiga.
Estávamos no Mc Donalds e, para minimizar meu sentimento de culpa, ela me deu uma cápsula e pediu para que eu o tomasse. O Xenical veio acompanhado apenas de uma orientação de minha amiga: “Olha, Renata, só não vai soltar pum”.
Tomei a cápsula de Xenical e iniciei minha reflexão sobre a frase filosófica do “pum” que minha amiga havia mencionado. Não demorou muito e descobri os efeitos do Xenical e a profundidade daquela frase que mudaria meus conceitos sobre puns e afins.
O Xenical elimina pelas fezes até 30% da gordura dos alimentos ingeridos. Esqueceram de dizer nessa propaganda do Xenical que através dos gazes também. Aí, você inocentemente solta um pum, outro e outro, daqueles punzinhos de nada. E no outro dia acorda com a calcinha cheia de gordura.
Parece mentira, parece gozação... Mas não é!
Da próxima vez que ingerir uma cápsula de Xenical, nada de soltar um pum com a maior naturalidade. Deve-se segurar os gazes a todo custo dentro da barriga e só eliminá-los no vaso sanitário, sob o risco de ter que ficar duas horas esfregando calcinhas com sabão de coco.
No orkut há uma comunidade chamada: “Tomei Xenical e me borrei toda”. Como apenas ingeri uma cápsula sofri o trauma apenas do pum, mas amigas que tomam de duas a três cápsulas por dia relatam uma incontinência fecal. É isso aí, algumas acabam até usando absorventes higiênicos noturnos, 24 horas por dia, nos 30 dias do mês.
É hilário. Será que vale mesmo a pena usar um semi-fraldão geriátrico o mês inteiro só para eliminar a gordura dos alimentos?
Quando ia ao banheiro, junto com as fezes, via bolas e mais bolas de gordura alaranjadas. Um nojo! Aí passei a pensar nos outros 70% da gordura do alimento que ainda restavam dentro de mim entupindo minhas artérias.
Estou tomando coragem para comprar uma caixa de Xenical e tomar no próximo mês. Seria engraçado. Já até comprei umas calcinhas cor de salmão para as manchas de gordura laranja não aparecerem caso eu não agüente segurar um pum.
Mas o medicamento, à venda sem necessidade de receita especial nas farmácias, é muito caro. Chega a ser vendido por R$180. Vale mais a pena fechar a boca, abdicar da picanha e das frituras e dar uma caminhada à pé de vez em quando.

Renata Poskus Vaz
Publicado no Recanto das Letras em 15/04/2008